ANTONIO FRANCISCO DE PAULA HOLANDA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE (Visconde de Albuquerque)

11/12/1837 a 09/09/1850 (Efetivo)

Nascido em Pernambuco, a 21 de agosto de 1797, e falecido no Rio de Janeiro, a 14 de abril de 1863, ANTONIO FRANCISCO DE P AULA HOLANDA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE foi político do Primeiro e do Segundo Império. Era filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello; neto paterno do Coronel Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque e materno do Tenen te-Coronel Antonio de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Manuela de Mello. Casou-se com Emilia Cavalcanti de Albuquerque, filha do Conselheiro Senador Manuel Caetano de Almeida e Albuquerque e de Emilia Amália de Albuquerque. Sentou praça aos dez anos como cadete sendo promovido mais tarde a Tenente-Coronel, posto em que foi reformado. Foi lente da Escola Real de Pelotas. Deputado por sua província na 1ª legislatura de 1826 a 1829, na 2ª e 3ª de 1830 a 1837. Senador em 1838. Ministro da Fazenda do 8º gabinete de 1829, da mesma pasta no 9º de 1831, do Império e da Fazenda no 2º de 1832, da Regência Permanente; da Marinha no 1º gabinete de 1840 e no 4º de 1844, da Fazenda e Marinha no 6º de 1846 e finalmente da Fazenda no 18º gabinete de 1862. Era conselheiro de Estado extraordinário e ordinário em 1850; do gabinete de Sua Majestade, Gentil-Homem da Imperial Câmara, Dignitário da Ordem do Cruzeiro e Cavaleiro de Cristo. Ingressou na política em 1826, como deputado à Assembléia Geral e teve o seu ma ndato sempre renovado, até 1838, quando se tomou senador do Império. Foi ministro de Estado, ocupando a Pasta da Fazenda em quatro ministérios. Em 1850 era tomado Conselheiro de Estado e, em dezembro de 1854, visconde com grandeza (visconde de Albuquerque). Tomou-se célebre a seguinte frase sua: "Não há nada mais parecido com um saquarema (conservador) do que um luzia (liberal) no poder"; a frase definia bem o sistema político do Império. 

Em 3 de dezembro de 1837, em substituição a José Bonifácio de Andrada e Silva, é eleito Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, cargo que ocupou até1850, quando o passou a Miguel Calmon Du Pin e Almeida (Marquês de Abrantes).