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JOAQUIM MARCELINO DE BRITO nasceu a 2 de julho de 1799 na cidade da Bahia. Em 1817, matriculou-se na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, onde recebeu o grau de doutor em 1822.
Regressou ao Brasil no mesmo ano, sendo nomeado por D. Pedro I juiz de fora de Fortaleza, em decreto de 13 de janeiro de 1823, cargo que deixou antes de completar o tempo por haver sido nomeado ouvidor da comarca de Sergipe em 1824.
Foi nomeado desembargador da Relação de Pernambuco, em decreto de 12 de outubro de 1826, aí permaneceu por mais de sete anos até ser removido para a Relação da Bahia em decreto de 3 de fevereiro de 1834.
Pertenceu ao Tribunal do Comércio daquela província, onde exerceu o cargo de fiscal por nomeação em decreto de 28 de novembro de 1850.
Em decreto de 12 de outubro de 1855, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal de Justiça na vaga proveniente do falecimento de Joaquim Francisco Gonçalves Ponce de Leão; tomou posse a 12 de dezembro do mesmo ano.
Foi nomeado presidente do tribunal em decreto de 5 de fevereiro de1864, substituindo Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos, então Barão de Monserrate, que pedira demissão.
Nesse alto cargo, foi reconduzido por quatro vezes - decretos de 23 de janeiro de 1867, 9 de fevereiro de 1870, 22 de fevereiro de 1873 e 23 de fevereiro de 1876.
Foi deputado à Câmara dos Deputados, pelo Ceará na 1.ª legislatura (1826-1829) ; por Sergipe na 2.ª, (1830-1833) ; pela Bahia na 4.ª (1838-1841) ; na 6.ª (1845- 1847), substituindo José Alves da Cruz Rios; na 8.ª (1850-1852) substituindo Manoel Vieira Tosta, nomeado senador ; na 9.ª (1853-1856), substituindo Francisco Mendes da Costa Corrêa e Manoel Joaquim Pinto Paca; foi presidente da Câmara na 4.
ª legislatura.
Joaquim Marcelino de Brito exerceu o cargo de presidente em duas províncias do império: Sergipe - nomeado em 30 de outubro de 1830, tomou posse em 16 de janeiro do ano seguinte; Pernambuco - nomeado em 16 de abril de 1844, tomou posse a 4 de julho do mesmo ano.
Foi ministro de Estado, ocupando a pasta da Justiça no gabinete de 2 de fevereiro de 1844, e as pastas do Império, Justiça e Fazenda no gabinete de 2 de maio de 1846.
Em decreto de 18 de abril de 1865, foi nomeado membro da comissão encarregada de examinar o projeto do Código Civil do Império, organizado por Augusto Teixeira de Freitas.
Em recompensa de seus serviços, foi agraciado por Dom Pedro II com o título do conselho em decreto de 7 de setembro de 1840, a comenda da Ordem de Cristo em decreto de 18 de julho de 1841, o foro de fidalgo cavaleiro em decreto de 25 de setembro de 1856 e a Grã-Cruz da referida ordem em decreto de 17 de maio de 1871.
Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 27 de janeiro de 1879, sendo sepultado no cemitério da Ordem de São Francisco de Paula, em Catumbi.
Era casado com D. Senhorinha Acioli Madureira de Brito. |