JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS (Visconde do Rio Branco)

17/03/1871 a 01/11/1880 (Efetivo)

JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS, nascido na Bahia, em 1819 e falecido no Rio de Janeiro, em 1880, foi estadista, político e diplomata. Em 1836, chegou ao Rio de Janeiro, matriculando-se na Academia de Marinha; no fim do curso, foi promovido de aspirante a guardamarinha, matriculando-se, então, em 1841, no segundo ano da Escola Militar, para estudar Matemática. Em 1843, tomava-se segundo-tenente do Corp o de Engenheiros, sendo nomeado lente de matemática na Escola Militar.

Começou sua vida política em 1845, como deputado provincial, sendo, em 1847, vicepresidente da Província do Rio. Eleito, no mesmo ano, para o Parlamento do Império, perdeu o mandato, no ano seguinte, com a dissolução da Câmara, voltando, então à cátedra da Escola Militar, onde lecionou várias matérias.

Em 1851, acompanhou o marquês do Paraná, em sua viagem ao Prata, como secretário da missão diplomática; em 1852, foi nomeado ministro residente em Montevidéu, concluindo um acordo que pôs fim à questão de limites entre Brasil e Uruguai. Em 1853, de regresso ao Brasil, assume a Pasta da Marinha no Gabinete de Paraná; com a reformulação desse gabinete, passou para a Pasta de Estrangeiros. Com a morte de Paraná, em setembro de 1856, e a ascensão de Caxias à presidência do Ministério, ele volta a Pasta da Marinha, de onde sai, em maio de 1857, quando Caxias é substituído pelo marquês de Olinda. Em agosto do mesmo ano, é nomeado ministro plenipotenciário no Prata e no Paraguai, onde o clima era quase de guerra, conseguindo, com seu trabalho, a pacificação, o que lhe valeu a Ordem Imperial do Cruzeiro.

Em 1858, volta ao Ministério dos Estrangeiros, assumindo, depois, em 1861, a Pasta da Fazenda, no novo Gabinete de Caxias. Senador por Mato Grosso, em 1862, voltou às questões diplomáticas durante a Guerra do Paraguai. Em 1868, assume a Pasta dos Estrangeiros do Gabinete do Marquês de ltaboraí e, em 1871, chegava à presidência do Conselho de Ministros, tendo, o seu Gabinete, sido o de mais longa duração do Império - 7/3/1871 a 25/1875 - , com a atuação já relatada, em diversas frentes, inclusive na Questão Religiosa. Na presidência desse gabinete, realizou a reforma judiciária, instituiu a fiança provisória, ampliou o habeas corpus, apresentou e fez aprovar a Lei do Ventre Livre, promoveu o primeiro recenseamento do Brasil, reorganizou a antiga Escola Militar como Escola Politécnica e regulou o registro civil, além da inauguração do cabo submarino e melhoramentos urbanos na cidade do Rio de Janeiro. Foi ainda diretor da Escola Politécnica (1846-1877). A 25 de julho de 1875, pede demissão, volta ao Senado e ao Conselho de Estado, vindo a falecer a 1/11/1880.