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Joaquim Rodrigues Neves nasceu a 5 de junho de 1899, no Rio de Janeiro, e faleceu no Recife, em 1953. Foi iniciado maçom através da Loja "2 de Dezembro", do Rio de Janeiro, a 18 de maio de 1925, tendo pertencido, posteriormente, à Loja "Salomão", também do Rio de Janeiro. A 24 de junho de 1937, foi eleito Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente do Brasil, quando o Grão- Mestre Geral era o general José
Maria Moreira Guimarães, que foi reeleito. Em novembro de 1938, diante do debilitado estado de saúde de Moreira Guimarães, Rodrigues Neves assumia como Grão- Mestre em exercício, até 10 de fevereiro de 1940 --- quando do falecimento do Grão-Mestre --- tornando-se, depois, interino, até 14 de outubro de 1940, quando, por decreto seria, novamente, Grão-Mestre em exercício, até que houvesse condições para nova eleição. A 24 de junho de 1942, era eleito Grão-Mestre, tendo, como Adjunto, Álvaro Palmeira.
Foi Grão-Mestre num período agitado pela Segunda Guerra Mundial e teve, em 1944, que enfrentar uma dissidência que se delineava e que culminou com a suspensão de Dilermando de Assis e de Álvaro Palmeira, entre outros. Enfrentou, também, um movimento de rebeldia ocorrido em Minas Gerais, com a fundação de um Grande Oriente independente e uma outra dissidência, que criou o Grande Oriente Unido, a 13 d
e março de 1948, liderado por Palmeira, José Benedito de Oliveira Bomfim, Osmane Vieira de Resende e Moacyr Arbex Dinamarco, que posteriormente, estariam à frente dos destinos do Grande Oriente do Brasil, depois que o Grande Oriente Unido foi absorvido pelo GOB, em 1956.
A 22 de fevereiro de 1947, Rodrigues Neves era reeleito, tendo, como Adjunto, Arthur Ferreira da Costa. Em 1951, a 23 de maio, ele sancionava, através do Decreto nº. 1.641, a nova Constituição do Grande Oriente do Brasil, por meio da qual o Grande Oriente voltava a ser uma Obediência totalmente simbólica, separando-se do Supremo Conselho do Rito Escocês. Ambas as Obediências eram fundidas, desde 185
4, quando Caxias levara o Supremo Conselho para o GOB, e o Grão-Mestre era, ao mesmo tempo, o Soberano Grande Comendador da Oficina Chefe do Rito. Por esse instrumento, o GOB afirmava que mantinha relações com as Grandes Oficinas Litúrgicas, "mas não divide com elas o governo dos três primeiros graus, baseados na lenda de Hiram, que exerce na mais completa independência em toda a sua vasta jurisdição".
A partir daí, o Grão-Mestre deixava, legalmente, de exercer, cumulativamente, o cargo de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito. Em função disso, Rodrigues Neves licenciou-se do cargo, assumindo o de Soberano Grande Comendador e entregando o Grão- Mestrado ao Adjunto, José Marcelo Moreira, que havia sido eleito a 20 de fevereiro de 1948, depois do falecimento de Arthur Ferreira da Costa. Moreira foi interino durante todo o ano de 1951 e voltou a exercer o cargo a partir de 20 de junho de 1952, quando Rodrigues Neves rejeitou a prorrogação de seu mandato, deixando também o Supremo Conselho. Viria a falecer durante uma viagem ao Recife, a 9 de junho de 1953, em plena sessão maçônica. |